Mercado Financeiro

Uma semana boa para o Ibovespa que se valorizou por causa de dois fatores políticos: a Reforma Trabalhista aprovada pelo Senado e a condenação em primeira instância do ex-presidente Lula, que pode se enfraquecer para as eleições de 2018.

 

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (13/07) em alta de 0,53%, a 65.178,35 pontos. Foi a quarta alta seguida do índice, que fechou novamente no maior nível desde 17 de maio (67.540,25), último pregão antes de ser divulgada a gravação de Joesley Batista com o presidente Michel Temer. Na véspera, a Bolsa havia subido 1,57%. Com isso, a valorização acumulada é de 4,58% na semana.

A rejeição do parecer que pedia a abertura da investigação contra o presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também foi bem aceita pelo mercado.   

As ações da JBS lideraram os ganhos do Ibovespa na sessão, com valorização de 9,39%, a R$ 7,22, depois que a processadora de carnes recebeu autorização da Justiça para vender negócios no Mercosul

Na terça-feira (11/07), o mercado financeiro já refletia a aprovação da Reforma Trabalhista no Senado. O Ibovespa, fechou o pregão cotado em 63.832,15 pontos – uma valorização de +1,28% em relação ao pregão anterior.

A alta começou com a Reforma Trabalhista 

A reforma muda a lei trabalhista brasileira e traz novas definições sobre férias, jornada de trabalho e outras questões e isto impacta diretamente na produtividade e os custos da força de trabalho para as empresas.

Analistas de mercado viram com bons olhos a aprovação da Reforma Trabalhista, mesmo sem o poder de mobilização que o governo Temer vinha demonstrando anteriormente. Ela passou, especialmente, pela articulação das lideranças do senado, que conseguiram fazer prevalecer a agenda reformista independente de Temer. Isto gera uma expectativa otimista para o avanço da Reforma da Previdência, que pode ser aprovada mesmo com o continuo enfraquecimento de Temer, ou até mesmo, em um cenário de seu afastamento.   

 

O efeito “condenação de Lula”

Na quarta-feira (12/07), a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro provocou uma onda otimista, impulsionando o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo.  

Por volta de 13h57 o indicador operava com alta de 0,06%, em 63.880,84 pontos. Logo em seguida, no meio da tarde o Ibovespa disparou, e chegando 64.850,74, valorização de 1,6%.  

O efeito foi semelhante no mercado de câmbio. O dólar, que já caia para cerca de R$ 3,23, caiu para a casa dos R$ 3,20 quando a informação foi divulgada.

Para alguns analistas, isto afeta diretamente o cenário das eleições de 2018, enfraquece Lula e da força aos adversários.

O cenário político ainda preocupa o mercado que está suscetível as denúncias contra a cúpula do Governo. Mas, há um consenso que, independente do governante, as reformas devêm continuar.