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Criado por uma empreendedora, depois de uma ameaça de assédio sexual, o Lady Driver só admite motoristas e passageiros mulheres

Formada em nutrição e com especialização em administração de empresas, Gabriela Correa, de 35 anos, é CEO da Lady Driver, uma empresa de transportes que conta apenas com motoristas do sexo feminino que atende apenas mulheres. A princípio, a ideia parece ignorar outra metade do mercado formada por homens, mas isto tem uma razão de ser. 

Segundo Gabriela, ela alega que sofreu assédio sexual por um motorista de um táxi quando estava a caminho de um bar para encontrar suas amigas. Ela relata: “Ele perguntou como meu marido me deixou sair sozinha, mudou o caminho e, quando chegamos ao destino, ele disse: ‘Se eu soubesse que você vinha para um bar, eu te esperaria, pois estaria bêbada e eu me aproveitaria de você’”.

Gabriela não informa se reportou o incidente à polícia, mas desta experiência ruim, veio o desejo de procurar serviços de transporte apenas para mulheres. Na época, Gabriela verificou que não existiam aplicativos que ofereciam o serviço de táxi apenas com motoristas do sexo feminino.

Da esquerda para direita: Raquel Correa, Bianca Saad e Gabriela Correa, sócias do Lady Driver. (foto: divulgação)

 

Para mudar este cenário, no início de 2016, com a ajuda das sócias Bianca Saad e Raquel Correa, o aplicativo começou a ser desenvolvido e operar. Em poucos meses, o app já teve mais 50 mil downloads e conta com oito mil motoristas, operando por enquanto na capital e na Grande São Paulo.