Economia

Os bons números da balança comercial revelam que a economia se mantem dinâmica e a crise não atinge todos os setores uniformemente. O governo comemora o melhor resultado para o mês de junho em 28 anos.   

São Paulo – Registrando o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica em 1989, a balança comercial brasileira obteve um superávit de US$ 7,195 bilhões em junho, fechando o segundo trimestre com saldo positivo de US$ 21,821 bilhões de dólares. Estes resultados foram divulgados nesta segunda-feira (03/07) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

Segundo o MDIC, os primeiros seis meses deste de 2017 registrou as exportações totais de US$ 107,71 bilhões, com US$ 868 milhões de média diária, uma alta expressiva de 19,3%. A quantidade de produtos exportados subiu 1,8% e o preço dos produtos brasileiros ficou teve uma alta de 17,6%sobre e ralação ao mesmo período do ano passado.

Estes resultados se dão pela apreciação dos preços de commodities e segue uma tendência vista em todo o primeiro semestre deste ano.

Em um volume menor e refletindo a crise da economia brasileira, as importações cresceram em junho. Apresentou uma alta de 3,3% sobre igual mês do ano passado, e a média diária ficou a US$ 12,593 bilhões de dólares.

No acumulado do primeiro semestre, a balança comercial registrou um superávit de US$ 36,21 bilhões de dólares.

Graças aos resultados expressivos, o MDIC havia melhorado sua expectativa para 2017, com projeção de saldo positivo de US$ 55 bilhões na balança comercial. A previsão anterior era de US$ 50 bilhões. Se confirmado, este será o melhor desempenho já entregue pelo Brasil, mas não há muito otimismo, pois, a atividade econômica continua fraca.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 51 bilhões para este ano, com exportações em US$ 200 bilhões e importações no valor de US$ 149 bilhões.

 

Destaques em junho 

Exportações: houve aumento expressivo nos embarques de básicos (+28,5 por cento), semimanufaturados (+28,2 por cento) e manufaturados (+16,1 por cento) em relação a junho de 2016.

As vendas de petróleo bruto atingiram US$ 2 bilhões, aumento de 114,1%, e as de minério de ferro cresceram 32,2% chegando a US$ 1,4, sob o mesmo período do ano passado.

As commodities, que têm peso no resultado da balança, registraram exportações de soja em grão de US$ 3,4 bilhões, subindo 18,2% sobre junho do ano passado.

As exportações de carne bovina in natura, que vem sofrendo abalos pelos escândalos com a JBS e a “Operação Carne Fraca”, o que levou os Estados Unidos a suspenção de pedidos no mês passado, conseguiu registrar alta de 16,6% em junho sobre igual mês do ano passado, registrando US$ 422 milhões de dólares.

Importação: As compras de bens de capital tiveram uma queda de 50,5% e no caminho oposto, as compras de combustíveis e lubrificantes aumentou de 62,4%, bens intermediários 13,6% e bens de consumo 7,6%.