Economia

O FMI publicou o relatório "Perspectivas Econômicas Globais.", que projeta um crescimento do PIB brasileiro em 2017 de 0,2% para 0,3%. Mas, devido a crise política, as previsões para 2018 é de redução da atividade econômica.  

 

São Paulo - Segundo a última publicação do relatório "Perspectivas Econômicas Globais." publicado Fundo Monetário Internacional (FMI), a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2017 foi elevada de 0,2% para 0,3%. Entretanto, para 2018, a entidade baixou a previsão para a alta do PIB de 1,7% para 1,3%, estimando que a recuperação da economia brasileira deve ser mais lenta do que a projetada até então. O relatório ainda destaca o "forte declínio" da inflação e a recente desvalorização do real devido à crise política.

As referências são atualizadas a cada três meses, e nesta nova publicação do FMI as previsões anteriores são de abril.

Fonte: FMI

O crescimento de 1% no primeiro trimestre em comparação com o quarto trimestre de 2016, cria uma expectativa de melhora na projeção para a economia brasileira em 2017. Mas, o FMI, reposta que "a fraca demanda doméstica e o aumento da incerteza política e de políticas, vão se refletir em um ritmo mais moderado de recuperação e, portanto, na projeção de um crescimento menor em 2018."

A pesar do crescimento nos primeiros três meses de 2017, especialmente puxados pelos resultados do setor agropecuário, que apresentou um crescimento de 13,4% no esmo período.   É a maior expansão em mais de 20 anos, segundo o IBGE.

Outro sinal forte de recuperação foi dado pelo lado da oferta. Segundo o IBGE, o PIB da indústria cresceu 0,9% no primeiro trimestre, após retração de 0,9% nos três últimos meses de 2016.

Na contramão, segundo o IBGE, a demanda por produtos e serviços recuou no Brasil no mesmo período. Houve quedas no consumo das famílias, 0,1%, nos gastos do governo, 0,6%, e na Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos), 1,6%.

 

A crise política afeta o cenário econômico

O Presidente Michel Temer tem patinado na resolução de sua principal plataforma de governo: as reformas estruturantes. A previdenciária está com enormes dificuldades de avançar nas comissões parlamentares e a trabalhista passou depois de muitas dificuldades na votação, mas foi aprovado após o governo liberar verbas parlamentares. 

Segundo especialistas consultados GME HUB, o enfraquecimento da base governista e evidente depois da denúncia do Procuradoria Geral da República que acusa Temer de corrupção passiva no caso que envolve as delações do grupo JBS.

Em agosto, o parlamento votará o relatório que pede o fim das investigações da denúncia contra Temer, mas, mesmo com a vitória na Comissão de Constituição e Justiça, há a possibilidade de haver uma derreta para o presidente.

O FMI aponta o aumento das incertezas no cenário político como um fator para a redução da projeção para o PIB brasileiro no ano que vem. As dúvidas sobre a permanência de Temer na presidência geram incertezas sobre a manutenção de seu programa de reformas.