Economia

A União recolheu no mês passado R$ 104,2 bilhões e total de impostos chegou a R$ 163,5, segundo o Impostômetro.

 

Brasília - O governo apresentou nesta quarta-feira (21/09) dados que demostram que o processo de retomada do crescimento no Brasil finalmente criou uma tendência de crescimento. A arrecadação subiu 10,8% em agosto, já descontada a inflação. Um dado positivo relevante que consolida os sinais pontuais de recuperação econômica após meses de altos e baixos.  

 Isto demonstra que de fato há uma melhora em diversos setores que não reagiam e os números apresentados criou expectativas positivas da equipe econômica, que deve alterar a previsão de expansão da atividade neste ano.

O anúncio oficial da previsão de crescimento ocorrerá na sexta-feira e mercado aposta em 0,5% de avanço do PIB. Mais otimista, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou em audiência no Senado que o Brasil pode crescer até 0,7%:

Segundo o secretário, “se temos potencial de crescer 0,7% neste ano e de 2% a 3% no ano que vem, isso é extremamente positivo. Após anos numa tendência de queda considerável, a arrecadação de tributos surpreendeu e reforça a ideia de que o país começa a se recuperar da crise econômica.”. 

Mansueto enfatizou que a melhora do quadro econômico abre uma janela de oportunidade para o governo acelerar a implementação das reformas microeconômicas.

Acompanho o presidente Michel Temer em sua vista a ONU em Nova York, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o aumento da arrecadação de agosto é algo significativo. O ministro afirmou que o descontingenciamento do Orçamento, está sendo planejado, mas ele preferiu não dar detalhes de quando e como será executado a ação.

Segundo Meirelles, “É um dado muito importante, que reflete a recuperação econômica, o que é muito importante”, e complementou “Este processo de amortização fiscal das provisões dos bancos está chegando ao final.”.

O ministro ainda explicou que, nos meses anteriores, a arrecadação fora afetada por uma dedução de impostos feita por bancos que sofreram com a alta da inadimplência.

Outros fatores citados foram: o Refis — programa de refinanciamento de dívidas com o governo — que teve impacto positivo na arrecadação; e a alta da alíquota dos tributos sobre combustíveis.

Segundo a Receita Federal, a União recolheu R$ 104,2 bilhões em agosto. Isto está diretamente ligado ao maior recolhimento sobre a lucratividade das empresas. Com mais atividade em diversos setores da economia, especialmente as diversas empresas que recolhem pelo lucro presumido têm perspectivas melhores de realização de lucros até o fechamento do ano. 

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, corroborou a tendência de crescimento. Segundo ele, “É agora que está se consolidando o crescimento da economia. Para o mês que vem, a expectativa é positiva em razão da qualidade desses rendimentos que produziram essa recuperação”.

 

Os dados do Impostômetro 

Segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), O valor pago pelos brasileiros em impostos neste no mês de agosto alcançou R$ 163,5 bilhões

Este montante equivale ao que foi pago em impostos, taxas e contribuições no país, dinheiro destinado à União, aos estados e aos municípios.

No mesmo período do ano passado, a arrecadação marcada pelo Impostômetro foi de R$ 157,8 bilhões em impostos no Brasil. Um aumento de 3,61%. Isto confirma que o Brasil tem sido consistente na recuperação econômica, mas ainda há muito para recuperar.